A11 Inverno nuclear: falha na suposição de detonação isolada
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O modelo de efeitos atmosféricos já estabeleceu que o material particulado injetado na estratosfera pode persistir por períodos de meses a anos. Essa anomalia surge quando esse mesmo mecanismo se estende além do cenário de uma única detonação: se um número suficientemente alto de detonações ocorrer sobre áreas urbanas com alta concentração de material combustível, a quantidade de fuligem injetada na estratosfera pode ser tão grande que o resfriamento climático resultante deixa de ser local e transitório, tornando-se global e prolongado.
Isso faz com que a redução da luz solar na superfície persista por anos em vez de semanas, com impactos severos na agricultura e na segurança alimentar em escala planetária — um resultado qualitativamente diferente do efeito local descrito pelo modelo de efeitos atmosféricos para uma única detonação.
É por isso que este modelo, que começa com uma quantidade de fuligem que excede o limiar de um efeito puramente local, depende dos mesmos modelos climáticos globais usados para estudar erupções vulcânicas massivas, e é fundamental para a análise do risco existencial de um conflito nuclear em grande escala, uma escala muito diferente da dos danos regionais já descritos pelos processos de destruição urbana e dispersão de precipitação radioativa neste catálogo.
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