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A4 Colapso em cascata da infraestrutura interdependente

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O modelo de dano estrutural já estabeleceu que o dano mecânico se concentra na área onde a sobrepressão foi suficiente para danificar cada tipo de estrutura. Essa anomalia surge porque os sistemas de infraestrutura modernos são interdependentes: uma queda de energia pode desativar simultaneamente o bombeamento de água potável, os sistemas de comunicação que dependem dessa eletricidade e equipamentos médicos críticos em hospitais sem geradores suficientes, mesmo em áreas onde a onda de choque não causou nenhum dano estrutural direto.

Isso significa que o dano real se propaga muito além da área de sobrepressão significativa que o modelo de dano estrutural definiu como limite: um sistema interconectado pode sofrer uma falha em cascata a partir de um único nó danificado, mesmo que o restante da rede esteja fisicamente intacto.

É por isso que esse modelo, que parte de uma rede de sistemas interdependentes, é a base da análise de resiliência usando a teoria de redes: identificar quais nós são pontos únicos de falha — aqueles cuja perda desencadeia um colapso desproporcional ao dano físico sofrido — é o que permite priorizar o investimento em redundância antes que qualquer evento ocorra, em vez de descobrir esses pontos únicos de falha quando já é tarde demais.

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