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A3 Tempestades de fogo autoalimentadas

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O processo de destruição urbana já estabeleceu como os incêndios secundários se propagam em uma área danificada. Essa anomalia surge quando a densidade e a extensão de focos de incêndio simultâneos ultrapassam um certo ponto: o ar quente que sobe de tantas fontes ao mesmo tempo gera uma corrente de sucção que puxa o ar fresco da periferia para o centro, e essa sucção alimenta o fogo com oxigênio adicional, criando seu próprio sistema de vento que atinge velocidades de vendaval e temperaturas muito superiores às de um incêndio urbano convencional.

Isso torna a tempestade de fogo um fenômeno qualitativamente diferente do incêndio comum descrito pelo processo normal: um incêndio comum pode ser combatido externamente ou extinto pela queima do combustível em suas imediações, enquanto essa tempestade é autossustentável — quanto mais o fogo queima, mais sucção ele gera, e quanto mais sucção ele gera, mais oxigênio o fogo recebe — e torna-se extremamente difícil de controlar enquanto houver combustível disponível em toda a área afetada, e não apenas no foco original.

Portanto, este modelo, que parte de uma densidade de incêndio que ultrapassa um ponto crítico, significa que as áreas de refúgio não podem ser planejadas com base apenas na resistência estrutural a danos mecânicos: ficar preso em uma área onde essa tempestade se desenvolve é um risco distinto e adicional, razão pela qual algumas áreas de alta densidade de combustível são recomendadas para evacuação antecipada em vez de permanecer no local.

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